Antônio Sérgio
A FÉ QUE PERMANECE!

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor."

"Nada há de permanente, a não ser a mudança". [Heráclito]. O filosofo grego (pré-socrático) pontua a transitoriedade das nossas construções culturais. Contudo, para os cristãos, algumas coisas ou realidades são permanentes, pois devem ser construídas dia a dia, até que venha Jesus Cristo, o Senhor. Neste sentido, seguimos São Paulo: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, porém o maior destes é o amor" (1 Coríntios 13:13).

Estas três virtudes basilares da vida cristã aparecem juntas várias vezes no Novo Testamento, pois descrevem e apontam para atitudes fundamentais na vida cristã. Elas também balizam a teologia paulina, ou seja, como o grande apóstolo aos gentios percebe o sentido da vida em Jesus Cristo, especialmente o sentido do viver cristão no mundo.

Assim, o autor da carta aos Hebreus declara: "A fé é o firme fundamento..." (11.1); e, "sem fé é impossível agradar a Deus" (11.6). Pela fé que provém de Deus nosso pai - através do seu Espírito Santo -, temos esperança. São Paulo preleciona: "... a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por ancora da alma, segura e firme ..." (Hb 6. 18, 19). Logo, estamos firmados em Cristo Jesus, âncora, autor e consumador da nossa na fé (Hb 11.3). Pela fé servirmos a Deus e ao nosso semelhante, pois somente pela fé é possível agradar a Deus.

Na epistola aos Colossenses, a ênfase de Paulo é posta na fé que se traduz em serviço sacerdotal, ou seja, em amor aos irmãos em Cristo (Col 1.4,5). Destarte, agradamos a Deus vivendo e servindo pela fé. O sentido da fé que Deus espera encontrar em nossas vidas decorre da presença de seu amor derramado pelo Espírito Santo em nossos corações. Aos Tessalonicenses, Paulo acentua o que Deus espera dos seus filhos: "Recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo" (1.3).

Assim as três virtudes se correlacionam e interagem entre si. Trata-se, desse modo, da manifestação do amor de Deus em termos práticos, pois a fé fortalece a esperança; e, sobretudo, a fé e a esperança traduzem o real sentido do amor de Deus, do amor a Deus e ao nosso semelhante. Portanto, o cristão deve exercitar-se na fé, na esperança e no amor, disciplinas espirituais que caracterizam o viver piedoso. "Exercita-te na piedade" (cf., 1 Timóteo 4.7). Destarte, "a piedade é o princípio, é o meio e é o fim da vida cristã engajada". E, assim, a fé que permanece estar comprometida com os valores éticos e morais do reino de Deus (Mateus 6.33).



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