Antônio Sérgio
Ética Cristã E Política - I Parte

Uma Reflexão Sobre O Exercício Da Cidadania Plena.

Em milhares de municípios, brevemente, milhões de brasileiros escolherão aqueles que em seu nome e benefício elaborarão leis justas, pertinentes e eficazes as suas necessidades e, sobretudo devem governar para o bem comum o Estado Brasileiro. Um verdadeiro festival da democracia e da cidadania conforme se poderá ver em todo o país.

Contudo, antes de tratarmos das implicações da ética cristã para a atividade política, é necessário que diferenciemos o sentido de ética e de política. Ethos significa "estilo de vida, conduta, costume ou prática", segundo o Novo Testamento (Lc 1.9; 2.42; Jo 19.40; At 6.14; 28.17; Hb 10.25). Entretanto, a ética cristã na história recebe diversos nomes: Sittenlehre – "ciência dos costumes"; "moral" e, Ethik (ética) derivado do texto bíblico. Definindo: Ética é o estudo da moralidade (do Latim: "moralitos", que significa "a qualidade do que é moral", "caráter"), e não o estudo de costumes. Por isso, ela procura a verdade e o bem através do Supremo Bem que é Deus e de Sua vontade revelada aos homens nas Escrituras Sagradas (cf., Reifler, H.N., in: A Ética dos Dez Mandamentos. 1992:16-17).



Segundo a clássica definição do filósofo grego Aristóteles, (328 a. C), "política é a ciência, arte, técnica e estratégia de administrar para o bem comum; mas decisivo do que o bem individual". Política, para Umberto Padovani em sua obra clássica "História da Filosofia" (2000:133), define-se como:

"A política aristotélica é essencialmente unida a moral, porque o fim último do Estado é a virtude (que ele distingue em éticas que constituem propriamente o objeto moral, e as dianoéticas, que a transcendem. As virtudes intelectuais, teoréticas, contemplativas, são superiores às virtudes éticas, práticas, ativas), isto é, a formação moral dos cidadãos e o conjunto dos meios necessários para isso. O Estado é um organismo moral, condição e complemento da atividade moral individual, e fundamento primeiro da suprema atividade contemplativa. A ética é a doutrina moral individual, a política é a doutrina moral social."



Portanto, o entendimento dos princípios éticos que devem reger a conduta individual e do Estado no exercício da cidadania é de fundamental importância, sobretudo nestes dias que antecedem as eleições. Posto isto, fica claro que a ética cristã-política procura fazer a vontade de Deus na sociedade para o bem comum. O exercício da completa cidadania – terrestre e celestial -, pelos cristãos é um privilégio, mas, também, um dever intransferível diante de Deus e dos homens.

No mês de outubro próximo, junto aos demais brasileiros, os cristãos exerceremos o direito e o dever de transcendental importância político-social: Votar! Um direito indispensável e intransferível que, ressalte-se, deve ser exercido de forma consciente para que os mecanismos de gestão social - as entidades políticas -, sejam aprimoradas para o bem estar social das pessoas, das famílias e, assim, da sociedade brasileira como um todo. Tal dever precisa ancorar-se sob a firme convicção de que todos devemos buscar o bem comum.



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