Antônio Sérgio
Ética Cristã E Política - II Parte

Uma Reflexão Sobre O Exercício Da Cidadania Plena.

Desse modo, vale sempre relembrar aos que postulam cargos políticos, a doutrina Cristã exige as seguintes posturas * (infelizmente, algumas atitudes e posturas na disputa para o parlamento, passa muito longe disso):

- Ver na política não uma ambição do poder pelo poder num jogo de interesses pessoais, familiares ou corporativos;
- Estar profundamente comprometido com a cidadania, o povo, principalmente os necessitados, explorados e marginalizados;
- Fazer aliança ou parceria, não com detentores costumeiros do poder, mas com quem serve ao povo: Universidades, Igrejas, uniões e organizações de classe capazes de procurar o bem comum;



Algumas qualidades indispensáveis aos que postulam cargos políticos:

- Antes de tudo a decência, a lisura, a honestidade que constituem o exato contrário da corrupção ativa ou passiva;
- Competência, conhecimento profundo das formas, métodos e práticas políticas, sem o qual de nada adianta a decência;
- Experiência administrativa ou legislativa;
- Coerência entre o ser humano e o homem político; vida pessoal e democrática e o exercício do poder;
- E, por último, a eficiência, ou seja, habilidade e capacidade de realizar de forma correta um projeto político para o bem comum. (*Artigo publicado no jornal A TARDE – 28.07.96).



Jacob Peter Mayer (Max Weber e a Política Alemã, pp. 86,87), é incisivo quanto à influência do pensamento protestante, notadamente Calvinista, bem como de Lutero sobre o pensamento político de Weber:

"Weber examina também a ética política. Segundo ele, o político profissional gosta do poder. Quais devem ser suas qualidades humanas, se ele quiser conciliar o poder com a responsabilidade (Verantwortung)? Paixão, responsabilidade, capacidade de julgamento (Augenmass) é como ele define as três qualidades que determinam o pensamento e a ação do político. A vaidade é seu inimigo mortal. A política sem a "crença" (Glauben), diz Weber, é impossível. Quer acredite em fins nacionais, supranacionais, éticos ou religiosos, o político precisa crer em alguma coisa."

Amigo leitor, essa percepção da realidade política como sendo de natureza absolutamente ética, pois somente assim pode alcançar o seu fim maior é fundamental. Nada mais salutar do que jamais votar em quem não corresponde com seus atos na vida privada, a ética que se requer dos homens públicos. Dessa forma, é salutar não votarmos em parlamentares, especialmente, nos que respondem a processos por razões de ordem ética e outras que vinculam a sua imagem e atividade a ilicitude. É tempo de passar o Brasil a limpo e, assim, não votar nestes indivíduos já é um bom começo.



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