Antônio Sérgio
A Segunda Vinda de Jesus Cristo, O Senhor Exaltado - I Parte

"Maranathá: ora vem, Senhor Jesus!" (Apocalipse 22.7,12, 20).

A expressão “segunda vinda” de Jesus Cristo, não aparece no Novo Testamento, mas a convicção dessa verdade encontra-se amplamente nos profetas, nos pais e na história da Igreja. Esta doutrina e esperança - central da fé cristã - apareceram bem cedo nos escritos neotestamentários e cristãos antigos.

Por exemplo: Justino Mártir, na sua Primeira Apologia (147 e 161 A.D.), trata do magno assunto. No Novo Testamento a doutrina ocupa um lugar de destaque, bem como pensamento teológico e dogmático da Igreja Primitiva. Entretanto, trata-se de um dos ensinos do Senhor que tem sido, através dos séculos, motivo de grande confusão, dando ocasião a uma série de interpretações equivocadas.



Não discutiremos aqui sobre as grandes correntes de interpretação escatológica, tais como: amilenismo, pré-milenismo histórico ou dispensacionalista, pós-milenismo e outros. E, assim, nos deteremos apenas na doutrina, pois de interesse fundamental para todos os cristãos. Esta faz parte dos “últimos acontecimentos” (gr. escaton) previstos pelo Senhor e seus apóstolos. Sendo, destarte, parte importantíssima do ensino escatológico da Igreja de Cristã.

A ênfase nos Evangelhos, nos Atos dos Apóstolos, nas Epístolas e no Apocalipse é posta sobre a volta do Senhor Jesus ao mundo, e isso de forma pessoal, visível e triunfante - para consumar o eterno propósito de Deus na história da humanidade, ou seja, consumar a redenção dos eleitos - e para instaurar a ordem eterna sobre o mundo e o novo mundo a ser criado. O Novo Testamento utiliza frequentemente o verbo grego “ERXOMAI”, para se referir à “segunda vinda do Senhor Jesus” em poder e grande glória. Esta palavra significa literalmente: “Eu Venho”.



No entanto, três outras importantes palavras gregas são usadas para se referir ao mesmo evento: 1. “EPIFANEIA”, que significa, literalmente: “aparecer”; “tornar visível”,(1 Tm 6.14; 2 Tm 4.1,8; 2 Ts 2.8; Tt 2.13). Em todas essas referências é traduzida como “vinda”, “manifestação”, “aparecimento”; 2. “APOCALUPSIS”, que pode ser literalmente traduzida como: “Eu descubro, eu tiro o véu, eu revelo” (1 Pd 1.7, 13; 2 Ts 1.7; 1 Co 1.7); 3. “PAROUSIA”, significando: “Estou ao lado de, junto a”. É traduzida também como “vinda”. É a palavra que os primitivos escritores cristãos mais utilizavam para descrever a “segunda vinda do Senhor Jesus”. Trata-se, portanto, de um tema central na pregação e no ensino apostólico, pois é a “certeza da gloriosa e triunfal volta do Senhor Jesus” para buscar a sua santa igreja nos últimos dias” (Lc 17.22-27; Mt 26.24; 1 Pd 1.13; 2 Pd 3.1-7; Fp 1.10; Cl 3.1-4; Hb 10.37).

Desse modo, a segunda vinda do Senhor é, para os cristãos, absolutamente certa, pois se trata de uma promessa do Senhor da Igreja. É também uma esperança viva, pois calcada na fidelidade de Deus que é fiel para cumprir todas as suas promessas. E, nesse sentido, sendo uma parte fundamental da fé e da esperança da Igreja de Cristo, conforme todo o Novo Testamento salienta incisivamente, torna-se necessário não apenas compreendermos a sua importância, mas também como a mesma se relaciona com os acontecimentos previstos pelo SENHOR para os últimos dias da igreja na terra.



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