Antônio Sérgio
A Segunda Vinda de Jesus Cristo, O Senhor Exaltado - II Parte

"Maranathá: ora vem, Senhor Jesus!" (Apocalipse 22.7,12, 20).

Destarte, pergunta-se, constantemente: de que forma se dará à segunda vinda do Senhor Jesus?

O ensino neotestamentário, em termos bastante concisos, indica o seguinte: Sua vinda será ‘misteriosa’ (At 1.11), ‘repentina’ (Mt 24.29; Lc 17.26-30; 1 Ts 5.3), ‘triunfante’ ( 2Ts 1.5-10; 4.14), ‘inesperada’ (1 Ts 5.1-3; 2 Pd 3.10), e, em conexão com isto, será ‘iminente’( 1 Ts 5.1-8; Tg 5.8-9; 1 Pd 3.10). Em geral, essa é a expectativa e também a forma como os apóstolos e a Igreja Primitiva encaram esta importantíssima doutrina neotestamentária. Logo, percebe-se que os apóstolos do Senhor tinham a mesma como certa; na verdade, como uma vívida esperança que, não apenas consolava e fortalecia a fé, mas, principalmente fortalecia a igreja a percorrer a sua trajetória “olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hb 11.2).



Como Igreja atual, ante tão relevante esperança e doutrina, que atitude tomar?

Esta pergunta é significativa em razão de tantas distorções, crendices e superstições no trato deste tema importantíssimo, à luz de passagens neotestamentárias e, sobretudo de 1 Pedro 3.15 b: "E estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós". Esta é a razão pela qual não podemos deixar de examinar as Escrituras, notadamente o tema: "o fim do mundo – como, quando e consequências", objeto de ampla exposição neotestamentária nos evangelhos sinóticos.



Creio que a nossa atitude deve ser dentre muitas, as seguintes: ‘Preparação’ (Lc 12.40; Mt 24.43); ‘expectativa’ (1 Ts 5.6-8; Tt 2.13); ‘paciência’ (Hb 10.36-37; Tg 5.7); ‘Alegria’ (1 Pd 4.12-13); ‘consagração’ (1 Pd 4.7-11); ‘paz com os irmãos’ (2 Pd 3.14); ‘evangelização’ (2 Pd 3.15); ‘lealdade para com a verdade de Deus’ (2 Pd 3.7; 1 Tm 6.14-15); ‘crescimento na graça’ (2 Pd 3.14-18); e, ‘fazer dia-a-dia, o trabalho da seara do Senhor com zelo, ardor e amor sincero’ (Mt 25.14-31; Mc 13.34-36). Secularmente este tema tem sido objeto de todo tipo de manipulações. Na verdade, este é um campo minado e permeado de crendices e superstições de toda ordem conforme a história da igreja comprova sobejamente.

Logo, que nenhuma “profecia” de quem quer que seja – pois muitos falsos profetas estão agindo ainda hoje - sobre este tema nos afaste do necessário exame das Escrituras, pois somente por meio delas estaremos seguros. Lembremo-nos dos crentes de Beréia, que examinavam o que Paulo ensinava, conferindo nas Escrituras. "Ora, estes de Beréia, eram mais NOBRES que os de Tessalônica, pois receberam a palavra de DEUS com toda a AVIDEZ, EXAMINANDO AS ESCRITURAS todos os dias para ver se as coisas eram de fato assim" (Atos 17:11).

Portanto, quando eu, ou qualquer outro pregador tratar deste e de quaisquer outros temas, que os irmãos examinem nas Escrituras. É bíblico e necessário! Martinho Lutero, o reformador da igreja cristã do século XVI, acerca desse tema crucial para a vida cristã, afirmou: “Vivo como se Cristo tivesse morrido ontem, ressuscitado hoje e fosse voltar amanhã”. A sua resposta magnífica e atual traduz o que Deus espera de cada um dos seus filhos. Que o Senhor Jesus retornará é indubitável para os que cremos. Assim, que possamos orar como autor de Apocalipse: “Maranathá: Ora Vem, Senhor Jesus!” (22.7,12,20). Amém.



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