Antônio Sérgio
AMOR CONJUGAL, DÁDIVA SUPREMA DE DEUS! - Parte I

Como todos sabemos a irmã Eurides e o Pr. Severino Fonseca (a partir de agora neste sermão, apenas FONSECA, pois é assim que a irmã Eurides gosta de chama-lo), celebram 50 Anos de um Casamento abençoado por Deus, rico de realizações e feliz. Que benção! Quanta alegria! E, por isso mesmo, optei por aplicar nesta celebração um sábio conselho homilético que recomenda: “fale alto para ser ouvido, fale claro para ser compreendido, fale pouco para ser aplaudido”. Falar alto não preciso, pois tenho aqui este microfone e estas potentes caixas de som. Quanto a falar claro, vocês é que terão de julgar. Resta-me então acatar a última recomendação e falar pouco – se bem que os aplausos poderão ser dispensados desta vez.

BODAS DE OURO. Pensemos no Ouro, símbolo maior desta celebração. O ouro (do latim aurum, "brilhante") é um elemento químico de número atómico 79 (79 prótons e 79 elétrons) que está situado no grupo onze (IB) da tabela periódica, e de massa atómica 197 u. O seu símbolo é Au (do latim aurum). Assim, nas grandes celebrações da vida e, dentre elas, o casamento, o OURO tem sido usado como marco de grandes vitórias. NA HISTÓRIA DAS NAÇÕES. O OURO ocupa um lugar de destaque, tanto no ornamento dos grandes palácios quanto na vida de Reis e Rainhas, bem como do povo em geral.



NO CASAMENTO. O OURO alcançou seu ponto mais alto e significativo quando aplicado ao ENLACE MATRIMONIAL. Simbólico, mas, real, pois presente nas ALIANÇAS, alcançou seu ponto alto nas celebrações das BODAS DE OURO, pois neste caso são o símbolo visível, um troféu de quem chegou ao topo, ou seja, ao PODIUM. Trata-se, portanto, de uma conquista notável, pois 50 anos de convivência CONJUGAL são um feito, uma conquista e tanto!

São 50 (cinquenta) anos de uma incomum vivência comum. Incomum porque é cada vez mais raro os casais chegarem a este aurum (do latim, aurum “brilhante”) estágio, sobretudo, nos dias atuais em que o casamento vem perdendo seu significado na sociedade. Destarte, consideraremos, a seguir, o amor conjugal como um presente de Deus. Leiamos: “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. 24 Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. 25 E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

AMOR CONJUGAL, DÁDIVA SUPREMA DE DEUS! (...)



I. PLENIFICA A EXISTÊNCIA HUMANA

“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18).

"Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem." (Gênesis 2:23).

1.1. Possibilitando o Amor Conjugal

1.1 a) Entre os Cônjuges e Deus
1.2 b) Entre os Cônjuges
1.3 c) Entre os Cônjuges e os Filhos

“Qual é o princípio do amor?”, como um relacionamento pode plenificar cinquenta anos de vida? E, mais: como começa? Bem, o Universo surgiu com uma palavra: — Fiat luz! O casamento civil começa com uma declaração do juiz: — “Eu os declaro marido e mulher”; o religioso, com um gesto autorizado pelo sacerdote: — “Pode beijar a noiva”.

Mas eu não acredito que palavras produzam amor. E, embora confesse que goste da ideia de tudo poder começar com um beijo, sei que o beijo não é pra tanto. Então, qual é afinal o primeiro motor do amor? Meu palpite é que o princípio do amor é o olhar. E, despertando Adão viu Eva e, disse: "Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem." (Gênesis 2:23).

Imagino que um dia o olhar de Fonseca e Eurides se cruzaram (Cruzada Evangelística no Parque 13 de Maio) e, tudo começou. Só que este fato pouco ou nada tem a ver com oftalmologia. Que bela história! A partir de então um passou a morar dentro do outro. Agora são um e, portanto, alcançaram o sentido pleno da vida! Portanto, este olhar de amor que plenifica a existência de amor, implica no seguinte:

A) O olhar do amor não está relacionado com sensibilização da retina, nem com impulsos elétricos que o cérebro têm que decifrar.
B) O olhar do amor é aquele que nos revela as novidades essenciais e eternas. C) O olhar o amor é aquele que nos capacita a aceitar o outro como ele realmente é em sua essência!



1.2. Mantendo-nos em Sintonia

1.2. a) Com Deus e seus propósitos;
1.2. b) Com o nosso Cônjuge;
1.3. c) Com os filhos amados;

É uma pena que, com o correr dos anos, a tendência é desaprendermos a olhar e a limitamos essa experiência aos órgãos oftálmicos. Aqui, tenho que citar Exupéry, o magistral autor de o “Pequeno Príncipe” (porque ninguém se expressou melhor a esse respeito): “o essencial continua invisível aos olhos! Há coisas que só vejo se fechar os olhos. E há olhares que só se percebem de luzes apagadas”.

Curiosamente, depois de haver criado o universo e tudo o que ele contém, diz a Bíblia, “Deus viu tudo e achou muito bom!”. A criação culminou com o olhar extasiado de Deus, da mesma forma que o amor principia quando alguém contempla apaixonado, e acha a outra pessoa simplesmente divina. Este olhar que procede de Deus tudo transforma e plenifica, pois perfeito é a razão pela qual hoje CELEBRAMOS 50 ANOS DE AMOR. Sim do amor de Fonseca e Eurides que pela graça de Deus constituíram uma bela história repleta de filhos e netos. Que benção de Deus!

II. POSSIBILITA A CONTINUIDADE DA VIDA

“Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1.26,27).

A continuidade da vida faz parte da razão pela qual Deus criou o homem e a mulher para que vivessem em família. Família é dádiva de Deus! Um lar para o casal e, por meio destes, um lar para os filhos que são frutos do amor que, tendo unido Eurides e Fonseca, resultou nesta família linda: Ester, Victor, Selma, Carlos Eduardo e Ricardo; e, na sequencia, esposas, esposos (genros e noras), netos e netas. A Deus, demos toda honra e glória!



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