Antônio Sérgio
AMOR CONJUGAL, DÁDIVA SUPREMA DE DEUS! - Parte II

II. POSSIBILITA A CONTINUIDADE DA VIDA

2.1. Esta é a razão da existência da Família

2.1. a) Plenificar o sentido da vida em Deus
2.1. b) Plenificar o sentido da vida em
Plenificar o homem e perpetuar a espécie, pois trata-se de um mandamento do Senhor: “Crescei e multiplicai; enchei a terra!” E, somente por meio da UNIÃO ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER ISTO É POSSIVEL, pois nenhuma outra forma pode dá ou trazer sentido pleno para a vida neste mundo. Que o digam, portanto, Eurides e Fonseca, pois pelo amor e, em obediência a Deus fizeram a sua parte. Que alegria! Ora, lemos nas Escrituras Sagradas: “Se o Senhor não edificar a família em vão trabalham os que a edificam” (Salmos 127). Nas Escrituras, os profetas e apóstolos do Senhor Deus, portadores de sua santa Palavra.

2.2. Este é o dever dos que se casam no Senhor

No livro do profeta Malaquias 1.1; 2.10-16, lemos:

"1 Peso da palavra do SENHOR contra Israel, pelo ministério de Malaquias. 10 Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo DEUS? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais? 15 E não fez ele somente um, sobejando-lhe espírito? E por que somente um? Ele buscava uma semente de piedosos; portanto, guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja desleal para com a mulher da sua mocidade. 16 Porque o SENHOR, DEUS de Israel, diz que aborrece o repúdio e aquele que encobre a violência com a sua veste, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, guardai-vos em vosso espírito e não sejais desleais."

Um poeta assim descreveu o amor conjugal e familiar: “No âmago da existência do ser humano encontra-se o desejo de intimidade e de ser amado. O casamento (a família) foi idealizado para suprir essas necessidades”. O Deus Eterno, depois de criar todas as coisas, olhando para Adão, percebeu que ele estava só em meio a um jardim exuberante de vidas e cores. Que fazer? Notemos a solução divina, pois eterna e definitiva: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gn. 2.18). Assim, amados, o amor no âmbito da família, primeiro berço do homem, depois dos braços das mamães, deve ser como a primavera: florido, perfumado, cheio de cores e encantos! Que benção de Deus é a família! Contudo, todos sabemos que não é fácil alcançar este padrão nos dias atuais.

Logo, quais as marcas de uma família segundo o coração (padrão idealizado) de Deus? Há muitas às luz das Escrituras e dos textos que tomamos como base para este sermão. Contudo, destacarei apenas três que julgo de extrema e singular importância:

2.2. a) INTEGRIDADE

Num tempo quando o ódio ameaça sufocar o amor e a instituição familiar é ameaçada pelo egoísmo, pelos desajustes, pelo desamor; numa época em que a ênfase da mídia está muito mais em espalhar do que em unir e quando as atenções se voltam mais para o divórcio que o casamento, os que amamos a Deus e estamos firmados em suas promessas de vida e bênçãos para a família, precisamos estar atentos, vigilantes e, principalmente, determinados a obedecer a Deus. Nas Escrituras, lemos: “Melhor é serem dois do que um, se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois caindo não haverá outro que o levante”. (Ecl. 4.9-12). E ainda: “E não fez ele somente um, sobejando-lhe o espírito? E porque somente um? Ele buscava uma semente de (filhos) piedosos; portanto, guardai-vos em vosso espírito e ninguém seja desleal para com a mulher da sua mocidade” (Mal. 2.14-15).

2.2. b) PIEDADE OU SANTIDADE

O que Deus busca e espera das famílias? Segundo o Profeta Malaquias, no texto lido, que os Pais sejam exemplo para seus filhos e netos de COMPROMETIMENTO, PIEDADE E SANTIDADE DIANTE DE DEUS! Quando olhamos para O LAR DOS FONSECAS, o que vemos? SEUS FILHOS E NETOS ANDANDO COM DEUS! E, PORTANTO, REPRODUZINDO NA SOCIEDADE O CARÁTER, OS PRINCÍPIOS E OS VALORES QUE RECEBERAM DOS SEUS PAIS. Integridade de caráter, de alma e espírito só existe se Deus for o Senhor de vossas vidas! Essa é a vossa responsabilidade diante de Deus, da família, da Igreja e do mundo. Que benção, amados irmãos no Senhor!

O Segredo de um viver ÍNTEGRO na família, no lar e na vida cotidiana é andar com Deus e na presença de Deus! E, por isso o apelo do profeta Josué 24.15 b: “ESCOLHAIS A QUEM SIRVAIS (...) EU, PORÉM, E A MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR”. Assim, ovelhas queridas, ANDEM COM DEUS E ENSINEM AOS SEUS FILHOS O MESMO, POIS NÃO HÁ TESOURO MAIOR NESTA TERRA. E, por isso mesmo, lembremo-nos, amados que: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão vigia a sentinela!” (Salmos 127.1). Amém.

Os poetas costumam dizer acerca do lar e da vida em família: “Lar doce lar; um pedacinho do céu; e, outros termos poéticos”. É que nenhuma outra instituição



III. APROXIMA-NOS DO CÉU NA TERRA

“Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia” (Gênesis 1:31).

A família tem origem em Deus. Uma das notas que percorre toda a Bíblia ressalta a alegria do criador ao contemplar a obra prima de suas mãos. Hoje, infelizmente, apesar da proteção que a Constituição do nosso País oferece a família (); tramitam no Congresso Nacional, inúmeros Projetos de Leis que, se aprovados, destruirão todos os valores que permeiam a família. Há uma tentativa diabólica de destruir a família e, esta é antiga, pois destruindo a “célula mater da sociedade”, como bem definiu Rui Barbosa, o que se pode esperar da humanidade?

As grandes nações e civilizações que ruíram no passado, foram arruinadas, sobretudo, por esta razão. Hoje, talvez, apenas a IGREJA LUTE PELA FAMÍLIAE OS VALORES QUE A MESMA REPRESENTA. É na família, destarte, que aprendemos a amar e a respeitar Deus, nossos Pais e semelhantes em geral, o nosso País, bem como lutar e a defender todos os valores e princípios basilares para a vida. E, por esta razão, para este Pastor de Ovelhas, a família é a maior dádiva de Deus a humanidade. Assim, apesar das lutas da vida em família, o LAR em termos ideais, aproxima-nos do céu (...)

3.1. E por isso é uma antessala do céu
3.2. E, por esta razão é o berço do de amor

A mão que embala o berço embala o mundo!

Logo, quais as marcas de uma família segundo o coração (padrão idealizado) de Deus? Há muitas às luz das Escrituras e dos textos que tomamos como base para este sermão. Contudo, destacarei apenas três que julgo de extrema e singular importância:

II. RESPONSABILIDADE

Constituir uma família é algo maravilhoso, é realmente uma benção de Deus. Contudo, tamanho privilégio implica em grande responsabilidade diante de Deus, da família, da Igreja e do mundo. Pensemos nisto! O profeta Malaquias afirma: “O Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade...”. E por quê? “Ele buscava uma semente de piedosos” (Mal. 2.14-15). Paulo diz: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente da sua família, tem negado a fé, e é pior do que o descrente” (1 Tm 5.8). Que tremenda responsabilidade pesa sobre os que se casam diante do Senhor! O irmão Fonseca e Eurides, graças a Deus, fora aprovados com louvor. Sim, há muitos momentos difíceis na vida. Entretanto, O plano de Deus é que a família esteja UNIDA para enfrentar as dificuldades e os dissabores e, naturalmente, isto implica em grande responsabilidade para todos os que amamos a Deus e nos dispomos a andar nos termos de sua Palavra. Por exemplo: No dia do casamento tudo é festa! É o dia da realização do grande sonho quando um HOMEM SE UNE A UMA MULHER pelos laços do matrimônio.

"Mãos estão unidas; música, flores, amigos e muita alegria!
Contudo, amanhã nem tudo será festa, mas suas mãos precisarão estar unidas;
Poderá haver momentos de tristeza, choro, espinhos, angústia (...)"

E, assim, as mãos juntas na festa solene do casamento passados 50 anos e que deu origem a esta família segundo o coração de Deus, continuam unidas, mesmo depois de tantos anos. Integridade de caráter, de alma e espírito só existe se Deus for o Senhor de vossas vidas! O Segredo de um viver RESPONSÁVEL na família e na vida cotidiana é andar com Deus e na presença de Deus! E, por isso o apelo do profeta Josué 24.15 b: “Escolhais a quem sirvais (...) Eu, porém, e a minha casa serviremos ao Senhor”. Essa é a vossa responsabilidade diante de Deus, da família, da Igreja e do mundo. Amém.

III. AMOR

O amor e a submissão a Deus é conditio sine qua non (“sem a/o qual não pode ser”), para uma vida feliz e frutífera no lar, na família e, portanto, nas relações familiares. Pensemos no sentido do amor conjugal, pois este é tomado correlativamente nas Escrituras como modelo do amor de Deus pela família em seu sentido mais amplo. É notório que: Ninguém jamais cantou e definiu o sentido do verdadeiro amor como Deus. Ele é amor! Por exemplo, lê-se em Cantares (o livro do amor conjugal): “O meu amado... levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor”. E em linguagem pitoresca diz: “Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas... O meu amado é meu e eu sou dele”. E ainda, numa expressão de força, fulgor e beleza inconteste diz: “Põe como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o AMOR é forte como a morte... as suas brasas são brasas de fogo, labaredas do Senhor. As muitas águas não poderiam apagar este AMOR!” (2.4,14; 3.5;5.2;8.6-7). E o mais impressionante de tudo é que Ele espera que vocês vivam intensa e profundamente este AMOR que hoje vos une. Se este padrão for seguido pelo menos em termos ideais, a família estará protegida pelo AMOR. Que benção!

Mas, a grande questão que levanto – considerando as lutas e as enormes crises que envolvem a família cristã nos dias atuais -, é a seguinte: Como expressar e demonstrar este amor no âmbito familiar? Como cada um de nós pode externar este amor que a tudo dá sentido na vida?

Um conselheiro cristão sugeriu o seguinte:

ATENÇÃO – quem ama presta atenção! ;

ACEITAÇÃO – para quem aceita o outro como ele é, até os defeitos se transformam em virtudes! ;

AFEIÇÃO - atitudes pequenas, pequenas coisas, podem prender o gigante. São detalhes que encantam. Atitudes nobres. Carinho faz o feio bonito, irresistível. Há pais (maridos e mulheres) que guardam no guarda-roupa os beijos e os abraços, os carinhos e a afeição que tanto precisam, sobretudo, os filhos. Em relação aos cônjuges, posso dizer: Pegou o peixe joga fora à isca (...) Quantos homens e quantas mulheres carentes de afeição, de amor; mesmo de um abraço! ;



ADMIRAÇÃO – todos nascemos para o elogio, notadamente, a mulher. Ela precisa da boa palavra, quase mais que o almoço. Homens aprendam isso! Uma palavra alegre, forte e bonita, faz bater o coração do homem e faz brilhar os seus olhos intensamente. Um conselho: Se você não admirar o que é seu (esposa e filhos; filhas), esteja certo, outros admirarão!

E finalmente, demonstre o seu amor na busca de ATIVIDADES – procurem estar na medida do possível sempre juntos, pais e filhos. A família cristã deve ir a Igreja juntos, aos parques, fazer compras, fazer um passeio. Um amor assim, segundo o apóstolo Paulo, por estar firmado nos princípios da vontade de Deus: “JAMAIS ACABARÁ!” (1 Cor 13.8 a).

Portanto, o segredo de um viver em AMOR na família e na vida cotidiana é andar com Deus e na presença de Deus! E, por isso o apelo do profeta Josué 24.15 b: “Escolhais a quem sirvais (...) Eu, porém, e a minha casa serviremos (adoraremos) ao Senhor”. Essa é a vossa responsabilidade diante de Deus, da família, da Igreja e do mundo. Amém.

CONCLUSÃO

O sociólogo e historiador Carlos Zimmerman em seu livro “Família E Civilização” (1947), publicou profundas observações sobre a relação existente entre a desintegração das várias culturas, paralelamente ao declínio da vida familiar das mesmas. Oito características específicas no comportamento doméstico determinaram a queda de cada cultura por ele estudada, conforme segue:

1. Casamentos que perdem a sua qualidade de “Sagrado” freqüentemente terminam em divórcio;

2. O significado tradicional da cerimônia de casamento é perdido;

3. Proliferação dos movimentos feministas;

4. O desrespeito público aos pais e autoridades em geral;

5. O aumento da delinqüência juvenil, promiscuidade e rebelião;

6. Relutância e recusa em aceitar-se os padrões tradicionais para o casamento e a responsabilidade familiar;

7. Interesse sempre maior por perversões sexuais. Aumento dos crimes relativos ao sexo.

Qualquer um dos que aqui estamos referendaríamos estas características ainda hoje. É lamentável, mais a família caminha a passos largos para o abismo. E, assim, amados - os que presenciamos a Celebração destas Bodas de Ouro de Fonseca e Eurides -, temos, que agradecer a Deus o privilégio de ver a sua fidelidade para com seus servos, pois as promessas do Senhor se cumpriram em suas vidas. No livro de Eclesiastes lemos: “A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores” (Provérbios 10:22). Portanto, estamos diante de casal de vencedores! Estamos diante de um casal de abençoados servos do Senhor. Depois de 18.260 dias, incluindo os anos bissextos; milhares de milhares de horas juntos na alegria e na dor.

Uma história interessante ocorrida em Recife. O Pastor Fonseca contou-nos de como quase “mata” a irmã Eurides após aplicar-lhe uma injeção que provocou uma reação alérgica. Depois de leva-la ao hospital, no dia seguinte, indo visita-la encontrou a cama vazia. Perguntou: onde está a paciente que estava aqui? Resposta: morreu! Ele disse: não brinque; ela não morreu! - Morreu ontem, disse a informante! O quê? Não acredito! Quanta aflição! Mas, finalmente, graças a Deus o equívoco foi esclarecido, pois a irmã Eurides havia melhorado e transferida para outro apartamento. Se fosse verdade, imaginem só ? Acredito que ele teria morrido também! Uma das mais belas descrições do amor conjugal encontramos nos lábios de Adão: “"Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem." (Gênesis 2:23). E, em termos ideais no canto de amor a igreja de 1 Coríntios 13: 1.1-10:



"1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

" Hoje, 50 anos depois de casados, podemos celebrar com grande jubilo diante do Senhor. Podemos proclamar: Eles chegaram ao PODIUM e, portanto, a medalha a que fazem jus é de OURO! Nas Escrituras, lemos que as famílias são uma dádiva de Deus! Elas são instadas a viverem na alegria e na dor, na saúde e na doença, nas alegrias e tristezas. E, por outro lado Deus tem dispensado as famílias suas bênçãos maravilhosas.

Creio que, o Pr. Fonseca e a irmã Eurides, poderiam com gratidão e alegria dizer:

Depois de CINCOENTA anos, o corpo já não é o mesmo, tornou-se muito melhor. As rugas que vamos lavrando, uma a uma, são a expressão das muitas semeaduras e colheitas que, com esforço, cultivamos ao longo de nossa existência. São sinais das palavras que se fizeram corpo em nossos corpos, carne na nossa carne. Amamos cada ruga do nosso rosto, porque nos custaram muito para serem esculpidas, e dizem a nosso respeito muito mais do que podemos expressar por meio de palavras”.

O famoso pregador C. H. Spurgeon, afirmou: “As lâmpadas não falam, brilham. [...] Que o sermão principal em sua vida seja a sua própria conduta”. Fonseca e Eurides, que suas ações sejam cheias de graça, e seus gestos, flores aladas colorindo a vida no meio do dia. A certa altura, o texto bíblico que lemos no início desta reflexão diz: “Há tempo de falar e tempo de calar” (Ecl. 3.). Um provérbio antigo diz: “falar é prata, calar é ouro”. Vocês, Severino e Eurides, chegaram até a idade do Ouro, ou seja, as BODAS DE OURO. Que dádiva, que benção de Deu. Continuem sendo felizes. Parabéns! (Ah! Só mais uma coisa: Pode beijar a noiva!)



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