Benjamin Nunes Pereira
Norma Eliete - Como foi separar-se da família ainda jovem?
Benjamin Nunes – Foi um tanto quanto preocupante, pois o apoio e a segurança na convivência que se tem com os pais são de grande importância, quer seja ainda como jovem, ou mesmo já adulto. Mas essa experiência, penso que eu ganhei muito também, assim como você ganha algo mais e deixa de fazer outras. Acredito que é uma coisa normal, tudo tem seu lado de perder e ganhar. Porém, nessa minha fase, eu sinto que ganhei muito mais do que perdi.

NE – Era difícil conciliar o trabalho com os estudos?
BN – No meu caso a minha família achou por bem morar em São Paulo, como estava estudando e trabalhando procurei conciliar a situação, até a conclusão da 4ª série ginasial, hoje 8ª série do ensino fundamental e a partir da minha conclusão procurei submeter a concursos públicos e para empresas privadas. Foi muito bom esse período, foi um grande aprendizado, começar a trabalhar ainda novo.

NE – Quando despertou o interesse pela leitura e a escrita?
BN – Acredito que pela leitura no final do curso primário e logo no inicio do ginásio veio o surgimento do interesse por escrever, o colégio que estudei existia um Jornal Mural e sempre eu contribuía com poesias, crônicas e outras atividades culturais, também colaborei com alguns jornais impressos. Quero deixar claro, que fui muito estimulado pela leitura por meio de meus pais e alguns professores com quem tinha uma boa afinidade.

NE – Como é desenvolver um trabalho com a comunidade?
BN – É com aquela preocupação de jamais tirar proveito para si ou para alguém, fazer um trabalho para a comunidade requer atenção, dedicação e amor para com o outro e quem recebe o benefício deve ser respeitado e tratado como um cidadão.

NE – Como tem sido aceito o projeto Afro-Brasileiro?
BN – Encontro-me concluindo uma especialização em Antropologia Cultural com Ênfase na Cultura Afro-Brasileira e recentemente assumi a Diretoria de Assuntos de Raça e Etnia do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região. O meu colega que assumiu essa diretoria anteriormente trabalhou alguns projetos interessantes e por ter sido aceitos, a nossa pretensão é dar continuidade, inclusive com algumas novidades nessa área. Embora, temos conhecimento da resistência de certas pessoas quanto a essa questão. Mas, é aquela velha história: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".

NE – Sabemos que atua em várias áreas, com qual você se identifica mais?
BN – Tenho verdadeiro amor por aquilo que faço, digo que todas as áreas que exerço como bancário, professor, jornalista e outras atividades, elas são como as crianças que temos, todas adoráveis. A de bancário e professor, como profissional para que eu possa manter o meu sustento e da família, quanto às outras atividades, apenas por diletantismo.

NE – Qual a importância da leitura?
BN – É de um valor incomensurável, desde adolescente gosto de ler e isso muito me ajudou na minha vida, pois sempre leio jornais, revistas, crônicas, poesias, cordel, do clássico ao popular. Em suma tudo que sirva para passar o tempo e adquirir o conhecimento, tanto assim que escrevi um pensamento que diz o seguinte: "Quem ler ativa a imaginação. Vamos ler, pois é lendo que nós aprendemos a escrever melhor".

+ NE – Diante de tantas atividades e compromissos profissionais, sobra tempo para a vida pessoal?
BN – Sim. Eu gosto de sair, sempre com a família, isso quando ela pode, nós vamos a eventos, shows, jogos, passeios de férias, enfim mil coisas que surgem aqui em Conquista, às vezes em outras cidades e estados diferentes.

NE – Deixa uma mensagem.
BN – Eu quero aproveitar esta oportunidade por ter sido entrevistado por você, agradecer ao grande arquiteto do universo, por aqui ainda estar e dizer que no mundo atual em que vivemos devemos viver em paz, ser consciente dos nossos deveres e deixo o seguinte pensamento de minha autoria: "A paz está dentro de nós mesmo, mas é preciso que todos nós busquemos ao Senhor para que possamos viver melhor".



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