PENSE NISSO...
A importância de uma verdadeira AMIZADE

Uma das coisas mais importantes na vida de qualquer jovem são as amizades. Ter um amigo ou amiga, que seja um verdadeiro parceiro, é muito legal. Ter com quem contar na hora das paqueras, dos problemas e para curtir a vida. Mas todo mundo pensa que a principal regra para construir uma boa amizade é ser sincero.

Quanto mais verdadeira for a relação, mais forte ela pode se transformar. Pois é, mas, quando chega essa hora, a coisa fica mais complicada. Afinal, desde pequenos, a maioria dos jovens infectados pelo HIV sempre escutou em casa que aids é um assunto proibido, que não se podia falar sobre isso com qualquer um. Além disso, rola aquela dúvida: se eu contar para o meu amigo será que ele vai me discriminar por causa do HIV? Imaginar que aquela pessoa que você tanto gosta pode virar as costas e deixar você falando sozinho é uma barra.

Mas, nessas horas, é bom lembrar que qualquer um já se decepcionou com amigos um dia. Você pode ter se preparado, mas existe o risco de dar tudo errado também. Que tal perceber, antes de contar, se esse amigo vai conseguir encarar o assunto numa boa? Se você sentir que ele ainda está muito resistente a falar sobre aids, não conte nada. Mas, também, não deixe de ser amigo dele.

Amigos, todo mundo quer ter. Mas não existem regras para construir uma verdadeira relação de amizade. Cada pessoa é diferente uma da outra. E nesse mundo recheado de gente diferente, com certeza, você poderá encontrar amigos bem bacanas (e bem diferentes, é claro!).

Gisele, 12 anos, resolveu contar para a "sua melhor amiga" da escola que estava infectada pelo HIV. Ela tomou esta atitude para tornar a amizade mais verdadeira. Na hora, tudo bem, sem problemas. Mas, no dia seguinte, a amiga resolveu gritar, no meio do pátio, que Gisele era soropositiva. "Na hora, eu fiquei arrasada. As pessoas que estavam por perto começaram a comentar. Nunca mais olhei pra cara dela".

A decepção que Gisele sentiu é muito comum, mas existem histórias bem diferentes. É o caso de Cristina, 16 anos. Ela resolveu abrir o jogo com uma amiga da escola. Mas, antes, resolveu tomar algumas providências. Primeiro, perguntou a ela como trataria uma amiga infectada pelo HIV. "Com respeito e carinho", respondeu a amiga. Depois, tudo ficou mais fácil. Hoje, Cristina já conseguiu se abrir com outras três meninas da escola. "Um dia, eu passei mal durante a aula. Uma delas correu na diretora para pedir ajuda. Um detalhe: nenhuma professora ou diretora sabe de nada. Eu conto mesmo é com as minhas verdadeiras amigas".



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